A 7ª temporada de The Walking Dead começou de forma brutal, com a revelação de quem foi o escolhido para ser morto por Negan (Jeffrey Dean Morgan) logo no primeiro episódio (S07E01 – “The Day Will Come When You Won’t Be”).

Ao contrário dos quadrinhos, o uni-duni-tê caiu em Abraham (Michael Cudlitz), que recebeu imediatamente a punição de Lucille. Isso deu um alívio momentâneo para os fãs, pois originalmente, na história em quadrinhos, Glenn (Steven Yeun) era a única vítima.

Contudo a felicidade durou pouco, pois Daryl (Norman Reedus) perdeu a cabeça e atacou Negan. Como resposta, Glenn sofreu as consequências e teve um encontro inesperado com Lucille.

Desta forma a série de TV foi além do material original, mostrando duas mortes chocantes ao invés de apenas uma. Mas enquanto a morte de Glenn foi totalmente necessária para o desenvolvimento de Maggie (Lauren Cohan), Rick (Andrew Lincoln) e de toda a trama da guerra, o fim de Abraham pareceu avulso. Teria sido apenas uma morte gratuita?

Quebra de expectativas

Essa situação foi explicada na época pelo criador de The Walking Dead, Robert Kirkman. Abraham morreu pois a audiência já estava esperando pela morte de Glenn e os produtores sentiram que precisavam subverter as expectativas de forma que justificasse aquele cliffhanger da temporada anterior.

Apenas a morte de Glenn já seria o suficiente para moldar as histórias de Rick e Maggie mas não traria muita surpresa, considerando que até mesmo quem não acompanhava os quadrinhos já sabia quem seria o escolhido.

Portanto, esta reviravolta foi adicionada para garantir que o momento fosse chocante como deveria ser. Como nos quadrinhos Abraham já havia sido morto antes mesmo da aparição de Negan, o personagem ainda teve uma sobrevida – e uma morte mais memorável!


O que você acha desta justificativa? Concorda que mais alguém precisava morrer além de Glenn? Ou realmente foi uma morte gratuita?

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